quinta-feira, 20 de março de 2025

Viagem ao sul baiano. [DCDH].

 




Praia de Coroa Vermelha, Santa Cruz Cabrália. Vídeo do autor: 23-01-2023.

 

O propósito desta postagem é publicar algumas fotos do arquivo pessoal de nossa família, as quais estão sendo expostas nestes últimos anos, em projeções nas aulas de DCDH, no tema “cultura brasileira”. Outras imagens adicionais também são apresentadas, na intenção de demonstrar os primeiros passos da confluência entre três grandes grupos humanos que teve início naquela bela paisagem da costa nacional. Acredito que outra postagem (Blamires 2024) já detalhou bastante este assunto, e nesta tentarei ser breve.

Cada imagem é detalhada por um texto precedente, e as que não constarem autor são de minha própria autoria. Nossa breve viagem abrangeu as cidades de Santa Cruz Cabrália e Porto Seguro, dois municípios contíguos no sul do estado da Bahia. Descrevo aqui a alegria de ter conseguido levar meus filhos Alice e Lucas – à época adolescentes – para conhecer o mar, entre os dias 23 e 27 de janeiro de 2023.


Comércio dos índios Pataxó. Feira dos povos originários, em Santa Cruz Cabrália.

 


 

 

Acarajé. Na Praia “Coroa Vermelha”. A genial refeição afro-brasileira, típica do litoral baiano. Foto e composição da Alice.

 


 

 

Réplica de caravela portuguesa. No museu “Memorial da Epopeia do Descobrimento”, em Porto Seguro. Reconstituição do típico navio que atracou em solo brasileiro com Pedro Álvares Cabral no ano de 1500. Sua estrutura geral deixava claro o aspecto perigoso e desconfortável destas primeiras viagens transcontinentais.

 


 

 

Interior da caravela. A tenebrosa entranha da navegação parece aumentar ainda mais a expectativa sobre as dificuldades passadas por seus tripulantes ao longo das navegações.

 

 


 

Marco Ordem de Cristo. Aqui um guia nos fez, de modo sucinto, um importante esclarecimento. Os colonizadores portugueses demarcavam suas terras recém-descobertas com este marco de pedra, estampado com o símbolo "Ordem de Cristo", antiga “Ordem dos Cavaleiros Templários (Braga 2022)".

 


 

 

O sul da Bahia testemunhou o encontro entre as vastas culturas ameríndias, europeias e africanas. Povos de três continentes se sobreporam no litoral do nordeste, iniciando assim uma paradoxalmente assombrosa e maravilhosa cultura, que perfaz os brasileiros que todos somos. Prezados alunos, encorajo fortemente todos vocês a conhecerem esta importante e bela paisagem de nosso país.

 

Referências

Blamires, D. Origens do brasileiro: somos tão ruins assim? DCDH. Resumos das Aulas. 2024. Disponível em: < https://resumosdasaulas.blogspot.com/2024/04/origens-do-brasileiro-somos-tao-ruins.html > . Acesso em: 20-03-2025.

Braga, T. Falando sobre os misteriosos Cavaleiros Templários. 2022. Cortes do Inteligência. Disponível em: < https://www.youtube.com/watch?v=saC_8jgK0DE > . Acesso em: 04-04-2024.


Daniel Blamires. Doutor Ciências Ambientais. Docente UEG-Iporá.

quinta-feira, 13 de março de 2025

O mundo das margaridas. [Ecologia].

 



Desenho esquemático do modelo “mundo das margaridas, conforme Lovelock (2010) e Toledo-Roy et al. (2019). Fonte: autor, 11-03-2025.

 

Este texto é um complemento do anterior sobre Hipótese Gaia (Blamires 2024), mas desta vez detalhando o  “mundo das margaridas (daisy world) ”, conforme Lovelock (2010). Um modelo de biologia populacional, sendo também climático.

O mundo das margaridas seria um planeta plano e simples, iluminado por uma estrela de luminosidade crescente, com duas espécies de margaridas em evolução darwiniana: a). Escuras, capazes de absorver luminosidade; b). Claras, refletoras de luz. A luminosidade é a fonte de calor e, portanto, quanto mais luz no planeta maior sua temperatura.

Gases de efeito estufa inexistem neste mundo idealizado, e as margaridas só crescem entre 5°- 40°C. A luminosidade estelar vai aumentando lentamente. Ao longo do tempo, vão sendo desencadeados os seguintes cenários no mundo das margaridas (vide imagem acima):

 

1. Em baixa luminosidade prevalecem as margaridas escuras, mas a temperatura tende a aumentar.

2. Margaridas claras começam a proliferar em um ambiente mais quente, enquanto as escuras diminuem. O predomínio das margaridas refletoras de luz mantém a temperatura constante.

3. O aumento do calor acima de 40°C declina a sobrevivência e reprodução de ambas as margaridas, deixando o planeta estéril.

 

Assim, o modelo mundo das margaridas demonstra a importância de organismos, como as flores escuras e claras, na regulação das condições climáticas do planeta idealizado. Uma premissa que rendeu muitas críticas e elogios nos anos seguintes.

 

Referências.

Blamires, D. Hipótese Gaia e um futuro preocupante. Resumos das Aulas. 2024. Disponível em: < https://resumosdasaulas.blogspot.com/2024/03/hipotese-gaia-e-um-futuro-preocupante.html > . Acesso em: 13-03-2025.

Lovelock, J. E. Gaia: alerta final. Rio de Janeiro: Editora Intrínseca, 2010.

Toledo-Roy, J. C., Rivera, A. L., Frank, A. Simmetry, Critically and Complex Systems. Symmetries and Order: algebraic methods in many body systems. AIP Conf. Proc. 2150, 020014-02001409. DOI: https://doi.org/10.1063/1.5124586

 

Daniel Blamires. Doutor em Ciências Ambientais. Docente UEG-Iporá.

sexta-feira, 7 de março de 2025

Referências restantes. [Ecologia].

 




Primeira aula de ecologia em março. Foto: autor, 06-03-2025.

 

Oi pessoal, segue texto sobre o que discutimos ontem em sala de aula. Apenas para citar as referências, e assim não deixar os temas livres de seus fundamentos. Recapitulando, ontem concluímos Hipótese Gaia, a seguir comentamos brevemente sobre Aquecimento Global/Mudanças Climáticas. Também enfatizamos a importância do Cerrado, uma savana úmida capaz de estocar grandes proporções de água em seus lençóis freáticos. Algumas críticas foram tecidas ao agronegócio latifundiário e medieval, como de costume, mas também foi destacada a importância de produtores rurais menores na produção de alimentos. A maioria das referências foram citadas, mas abaixo seguem as que não constam nas projeções.

FAO (2021), ou o Fundo das Nações Unidas para a Agricultura (sigla  em inglês, tradução livre) ressalta que a nível mundial, pequenos produtores produzem mais de um terço (33%) dos alimentos. Uma proporção bastante significativa. O autor ressalta, entretanto, que existem grandes variações regionais.

Silva (2024) também enfatiza a importância da agricultura familiar para produção de alimentos de qualidade, e também capaz de conservar mais a biodiversidade em vários aspectos. Contudo, Mazoyert & Rodart (2010) refletem sobre a triste realidade dos produtores rurais mais pobres em todo o planeta, muitos dos quais operando sistemas antiquados, em contrapartida ao mundo tecnológico que os grandes latifundiários monopolizam.

Sobre as críticas ao “agronegócio feudal”, que vigora no Brasil nestes últimos 500 anos, também segue página do movimento Gwatá UEG (Souza 2025), onde são feitas amplas defesas de âmbito acadêmico ao pequeno produtor rural, à agricultura familiar e povos originários.

Para finalizar, só gostaria novamente de sugerir às gerações futuras de pequenos produtores a tentativa de métodos mais alternativos no ambiente rural, como fazendas verticais e agroflorestas (ver revisões em Blamires 2024a, b). O ecoturismo (outra revisão em Blamires 2024c) também seria outro modo de agregar renda e conciliar a preservação dos recursos naturais na propriedade.

 

Referências

Blamires, D. Ensaio sobre Fazendas Verticais. Resumos das Aulas. 2024a Disponível em: < https://resumosdasaulas.blogspot.com/2024/06/ensaio-sobre-fazendas-verticais-ecologia.html > . Acesso em: 07-03-2025.

Blamires, D. Ensaio sobre Agroflorestas. Resumos das Aulas. 2024b. Disponível em: < https://resumosdasaulas.blogspot.com/2024/05/ensaio-sobre-agroflorestas-ecologia.html > . Acesso em: 07-03-2025.

Blamires, D. Turismo: uma alternativa para Iporá e municípios circunvizinhos? Breve reflexão. 2024c. Resumos das Aulas. Disponível em: < https://resumosdasaulas.blogspot.com/2024/06/turismo-uma-alternativa-para-ipora-e.html > . Acesso em: 07-03-2025.

FAO no Brasil. Pequenos agricultores familiares produzem mais de um terço dos alimentos no mundo. 2021. Disponível em: < https://www.fao.org/brasil/noticias/detail-events/en/c/1397857/ > . Acesso em: 07-03-2025.

Mazoyer, M., Rodart, Laurence. História das agriculturas no mundo: do neolítico à crise contemporânea. São Paulo: Editora UNESP, 2010.

Silva, J. g. Agricultura familiar: uma opção cem por cento. 2024. Instituto Fome Zero. Disponível em: < https://ifz.org.br/agricultura-familiar-uma-opcao-cem-por-cento/ > . Acesso em: 07-03-2025.

Souza, M. M. O (Coord). Gwatá: núcleo de agroecologia e educação no campo. 2025. Disponível em: < https://gwata.ueg.br/ > . Acesso em: 07-03-2025.


Daniel Blamires. Doutor Ciências Ambientais. Docente UEG-Iporá.

Juntos pela biosfera. [Biologia da Conservação].

      Provavelmente Campo Cerrado. Senador Canedo-GO, março 1995. Foto do autor.   “I can hear the whole world singing together ...