domingo, 19 de maio de 2024

Ensaio sobre Agroflorestas. [Ecologia].

 


Capa de Canuto (2017), sobre Sistemas Agroflorestais.

 

Esta postagem explica preliminarmente o sistema agroflorestal (SAF), de fato um importante método alternativo de produção rural. Uma abordagem ainda prematura, pois ainda estou revisando bibliografia sobre o assunto. Assim, novas postagens sobre SAFs estão previstas futuramente. Contudo, achei oportuno adiantar o tema, pois rotineiramente divulgo vídeos e textos de sistemas agroflorestais aos alunos, alguns dos quais tem demonstrado interesse em algo que pode ser uma alternativa para produção de alimentos vegetais - e até madeira -  na microrregião de Iporá e demais municípios circunvizinhos. A maior parte desta postagem provém de EMBRAPA (2024), sendo as demais citadas ao longo do texto.

Denominam-se agroflorestas, ou sistemas agroflorestais (SAFs), os métodos de produção baseados na sucessão ecológica, análogos aos ecossistemas naturais, onde árvores exóticas ou nativas são associadas a culturas agrícolas, conforme as condições espaciais e temporais, envolvendo assim alta diversidade de espécies e interações. Sucessão ecológica, segundo Ricklefs (2003) é a sequência de substituições em uma comunidade após uma perturbação, rumo à estabilidade (clímax). Conceituo espécies exóticas como aquelas introduzidas em um ambiente, não sendo, portanto, originárias (nativas) do mesmo.

Ernst Götsch, produtor rural suíço erradicado na Bahia e pioneiro em SAF no território brasileiro (Agenda Götsch 2012, Wikipédia 2024), introduziu a concepção de “agricultura sintrópica (organizada)”, ressaltando que a dinâmica ecológica das agroflorestas segue um padrão distinto das demais agriculturas. Atividades agrícolas convencionais, denominadas “entrópicas (desorganizadas)”, tendem à interações negativas com as comunidades biológicas naturais e o solo.

Assim, as SAFs otimizam o uso da terra, conciliam preservação ambiental e produção de alimentos, conservam o solo e diminuem a pressão antropogênica da agricultura, sendo também importantes para restauração de florestas e recuperação de áreas degradadas. Agroflorestas podem ser permitidas nas áreas a seguir:

 

a). Áreas de Reserva Legal (ARLs);

b). Áreas de Preservação Permanente (APPs) de pequenas propriedades ou posse rural familiar;

c). Áreas de Uso Restrito (AURs), com inclinação de 25°-45°;

d). Áreas consolidadas (área de imóvel rural com área antropogênica preexistente).

 

O plantio de espécies exóticas com nativas de ocorrência regional não pode ultrapassar 50% da área total a ser recuperada. O esquema abaixo (Silva 2017) exemplifica um sistema misto “nativo-exótico”. Mas, como se pode perceber, espécies exóticas podem ser empregadas com limitação pré-estabelecida.

 


 

Desenho esquemático de SAF com espécies nativas e exóticas. Fonte: Silva (2017).

 

Baru, mandioca e milho são, neste contexto, espécies nativas da região neotropical. Ao longo do tempo, são esperados os seguintes resultados:


a). Dois anos. Produção de espécies anuais (feijão, arroz, milho), hortaliças, adubos verdes e espécies semi-perenes (mandioca, abacaxi, banana e mamão);

b).  Três anos. Comercialização. Culturas anuais e semi-perenes diminuem com o aumento do sombreamento, devido ao crescimento das árvores grandes.

c). Quatro a dez anos. Boa maturidade, espécies frutíferas iniciam produção a partir do quarto ano, atingindo estabilidade em uma década. Espécies madeiráveis podem ser colhidas em 6 ou 10 anos. Neste estágio há redução na demanda por mão-de-obra, com menos intensidade na manutenção de espécies frutíferas e madeiráveis.

Como em toda produção rural, uma SAF requer monitoramento complexo, conforme detalhado a seguir:

 

a). Análises de periódicas de solo. Anuais nos primeiros 3 anos e a cada 2 anos em seguida, para inspeção de características físicas e químicas;

b). Observação do crescimento, sanidade, períodos de floração e frutificação das espécies frutíferas;

c). Atividades de manejo, como podas na formação de copa e fitossanitárias, desbastes e limpezas em geral;

d). Combate de pragas e doenças. Em áreas degradadas, formigas são um dos principais problemas durante as fases de estabelecimento agroflorestal.

e). Planejamento, para adequação de mão-de-obra nos períodos com maior demanda;

f). Manutenção de arquivo organizado em planilha eletrônica, com todas as atividades de custos de mão-de-obra e insumos, mais as receitas geradas pela venda dos produtos.

 

Da mesma forma, como em toda produção rural as SAFs também estão sujeitas a vários riscos, descritos adiante com medidas mitigadoras para cada caso.

 

a). Não aceitação. Um problema que pode ser resolvido com a participação dos produtores rurais durante a elaboração dos SAFs, bem como observação da aptidão deles para cultivar as espécies selecionadas;

b). Dificuldades para escoar a produção. É necessário realizar estudo das condições de transporte dos produtos agropecuários nas estradas vicinais, desde as propriedades até o local de comercialização;

c). Dificuldades para vender a produção. Convém realizar um estudo de mercado das espécies selecionadas nos SAFs, bem como identificar seu processo de comercialização;

d). As culturas não se desenvolvem satisfatoriamente. Então é imprescindível o cuidado na composição do SAF, devendo-se observar as interações entre espécies, excesso de competição entre os componentes (excesso de sombreamento), falta de nutrientes, densidade em cada estrato e tamanho de copa. A composição requer uma meticulosa seleção das espécies, a qual deve considerar se as características edafoclimáticas (tipo de solo e clima) estão conforme as necessidades de cada espécie;

e). Planejamento inadequado. Um problema que pode ser amenizado com atividades inerentes ao preparo de área, manutenção, colheita e comercialização, além de estimativas dos preços de venda e produtividade das espécies, ao longo do tempo de plantio.


Apenas complementando, Rebelo (2020), demonstra a importância de manter o solo coberto por camada vegetal previamente podada da própria cultura, para: a). Adubar o solo com lignina (o melhor adubo); b). Evitar o crescimento de "pragas", e consequentemente o uso de herbicidas. Um relevante procedimento sintrópico para evitar o problema da intoxicação, tanto do solo quanto dos alimentos.

Em suma, a sintropia agroflorestal produz alimentos mais orgânicos, respeitando as interações entre o meio biótico e abiótico. Mas como toda produção rural, a implantação das SAFs requer planejamento baseado nos ajustes ao solo e sistemas sócio-econômicos, respectivamente, conforme a paisagem onde elas serão implantadas. Medidas mitigadoras aos problemas também existem. Assim, as agroflorestas podem ser uma alternativa de baixo custo à pequena produção rural agrícola, em paisagens no Vale do Rio Araguaia.

 

Referências.

Agenda Götsch. Agricultura Sintrópica por Ernst Götsch. 2012. Disponível em: < https://www.youtube.com/watch?v=gxoc6l5pq6E > . Acesso em: 15-05-2024.

Canuto, J. C (Editor). Sistemas agroflorestais: experiências e reflexões. Brasília: EMBRAPA, 2017. Disponível em: https://www.embrapa.br/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1074707/sistemas-agroflorestais-experiencias-e-reflexoes . Acesso em: 15-05-2024.

EMBRAPA. Código Florestal: adequação ambiental da paisagem rural. Disponível em: < https://www.embrapa.br/codigo-florestal/sistemas-agroflorestais-safs > . Acesso em: 15-05-2024.

Rebello, F. Agenda Götsch. More Than Much/Mais do que Solo Coberto. 2020. Disponível em: < https://www.youtube.com/watch?v=iyWo52gpVuk > . Acesso em: 21-05-24.

Ricklefs, R. E. A economia da natureza (5ª Ed.). Rio de Janeiro: Editora Guanabara-Koogan, 2003.

Silva, C. N. Sistemas Agroflorestais (SAFs). 2017. Disponível em: < https://pt.slideshare.net/cineone/sistemas-agroflorestais-71354155 > . Acesso em: 15-05-2024.

Wikipédia: a enciclopédia livre. Ernst Götsch. 2024. Disponível em: < https://pt.wikipedia.org/wiki/Ernst_G%C3%B6tsch  > . Acesso em: 15-05-2024.

 

Dr. Daniel Blamires. Docente UEG-Iporá.


segunda-feira, 13 de maio de 2024

Enchentes em território gaúcho: breve explicação. [Ecologia].

 


 

Roteiro sucinto para explicar as enchentes no Rio Grande do Sul aos calouros da disciplina DCDH. Data: 10-05-2024.

 

O propósito desta postagem é explicar resumidamente o problema das enchentes no estado mais austral do nosso país, um assunto na verdade mais complexo. Na noite da última sexta-feira, expliquei com o roteiro acima o problema aos calouros do curso de Biologia, tomando um breve tempo da disciplina “Diversidade, Cidadania e Direitos Humanos”, apenas para eles ficarem cientes da situação, e capazes de argumentar sobre os aspectos básicos desta tragédia anunciada para o público leigo. Este assunto, entretanto, perfaz mais as disciplinas de Biologia da Conservação e Ecologia. As fontes consultadas são pormenorizadamente descritas no item referências, ao final do texto.

Então, conforme o roteiro supracitado, inicialmente existem os motivos “intrínsecos”, como o uso das áreas de proteção ambiental há décadas, por uma política de ocupação e urbanização que privilegia interesses econômicos ao invés de estudos científicos que apontam os problemas da antropogeneização nestas áreas. A conservação destes ambientes não é importante somente para preservação da qualidade hídrica, biota ou até mesmo por motivos cênicos. Populações humanas estabelecidas em ambiente ripário – como a maioria das vítimas desta enchente - sempre serão mais vulneráveis a inundações, estando mais sujeitas a perdas materiais e humanas.

Estes riscos aumentaram devido a motivos "extrínsecos" como o aquecimento global, causador de aumento do nível dos mares, mais chuvas, além de mais evaporação em um mundo com temperaturas crescentes. No sul do país, esta situação se acentua nos anos de El Niño, ou o aumento periódico do calor em correntes oceânicas, como agora em 2024. Infelizmente, chegamos a um estágio de grande concentração de gás carbônico atmosférico que não acabará a curto prazo, e assim estamos presenciando um cenário irremediável em todo o planeta. Tais eventos provavelmente serão ampliados, em frequência e intensidade, em todos os ambientes similares às cidades afetadas no território gaúcho.

Agora exporei minha opinião pessoal. Aqui em Goiás, cidades a margem de grandes mananciais, como Aragarças e Itumbiara, deveriam planejar medidas preventivas. De fato, estamos distantes do mar e nossa maior altitude nos protege mais destas catástrofes, mas há nestes dois municípios urbanização à margem dos grandes Rios Araguaia e Paranaíba,  respectivamente, merecendo assim atenção.

O progresso, a imprudência e o descaso com a comunidade científica - que vêm alertando para situações do tipo a anos - levou ao que temos testemunhado no Rio Grande do Sul. Infelizmente, isto vai se repetir cada vez mais em todo o planeta. Eis o mundo que está sendo entregue às futuras gerações.

 

Referências.

Braun, J. Inundações no Rio Grande do Sul: a cronologia da maior tragédia ambiental do Estado. 2024. BBC News Brasil. Disponível em: < https://www.youtube.com/watch?v=JIosqudY9aM > . Acesso em: 12-05-2024.

Lovelock, J. E. Gaia: alerta final. Rio de Janeiro: Editora Intrínseca, 2010.

Nobre, C. (entrevista). Chuvas no RS: Eventos climáticos extremos não vão mais parar de acontecer, diz climatologista. 2024. Canal UOL. Disponível em: < https://www.youtube.com/watch?v=tyepEwRu82s > . Acesso em: 12-05-2024.

Pinheiro, L. Lei que delega proteção de margens de rios a prefeituras aumenta risco de enchentes e afronta a Constituição, dizem especialistas; entenda. g1 Meio Ambiente. 2021. Disponível em < https://g1.globo.com/meio-ambiente/noticia/2021/12/30/lei-que-delega-protecao-de-margens-de-rios-a-prefeituras-aumenta-risco-de-enchentes-e-afronta-a-constituicao-dizem-especialistas-entenda.ghtml > . Acesso em: 12-05-2024.

Sarza, D. Rio Grande do Sul: Como as chuvas começaram? Por que alagou tanto? UOL. 2024. Disponível em: < https://www.youtube.com/watch?v=u5xEUFa6Qkk > . Acesso em: 12-05-2024. 


Editado em 11 de junho, 2025.

Dr. Daniel Blamires. Docente UEG-Iporá.


sexta-feira, 10 de maio de 2024

Ecologia no Quadro [Ecologia]

 

 


Capa do meu segundo livro (E-book). Data: 07-2023.

 

“Se a gente não citar a gente, quem vai citar?” Eheheheh... Assim ouvi de meu orientador, que ouviu do seu orientador, o qual provavelmente ouviu de seu também orientador... E assim segue um “meme”, ou unidade de herança cultural segundo Dawkins (2014), entre orientadores e seus orientados. Fernandes (2005) também fez menção similar em seu livro.

Exposto o motivo mais egocêntrico, nesta postagem gostaria de explicar também porquê tenho publicado neste Blog mais textos gerais, ou de DCDH, do que de ecologia, por exemplo. A resposta é que este meu livro, publicado ano passado (Blamires 2023), resume os assuntos que considero principais sobre ecologia geral: ecossistemas, populações, metapopulações, biogeografia insular e sucessão ecológica. Uma obra muito simplificada, onde tive a audácia de sintetizar estes inovadores temas ecológicos com ilustrações feitas à mão. Então, as publicações ecológicas atuais e futuras serão complementares a estes temas, ou abrangendo outros assuntos sobre ecologia até biologia da conservação.

Neste livro também conto, no prefácio, minha epifania nos tempos de graduação, ao ler a obra de Wilson (1994). Como no primeiro livro que redigi (Blamires 2022) – outra obra também muito modesta – expus minha juventude em suas primeiras páginas. E assim segue a vida... Enquanto vivermos, não podemos deixar que o mundo ofusque o jovem cheio de aspirações, audácia e ideias que vive em todos nós. 

 

Referências

Blamires, D. Aves Urbanas de Iporá, estado de Goiás: baseado em 11 inventários avifaunísticos na malha urbana municipal, 1ª. edição. São José dos Pinhais: Brazilian Journals, 2022. DOI: 10.35587/brj.ed.0001822

Blamires, D. Ecologia no quadro: temas ecológicos com figuras manuscritas. São José dos Pinhais: Brazilian Journals, 2023. DOI: 10.35587/brj.ed.0002193

Dawkins, R. O gene egoísta (9ª reimpressão). São Paulo: Editora Companhia das Letras, 2014.

Fernandes, F. O poema imperfeito: crônicas de biologia, conservação da natureza e seus heróis. Curitiba: Editora da UFPR, 2005.

Wilson, E. O. Diversidade da Vida. São Paulo: Editora Companhia das Letras, 1994.


Dr. Daniel Blamires. Docente UEG-Iporá.

 


terça-feira, 7 de maio de 2024

Eureka! Ensaio sobre coexistência e longevidade. [DCDH].

 



Paralelo manuscrito entre a coexistência e a longevidade. Data: 06-05-2024.

 

Eureka! Assim exclamou Arquimedes de Siracusa (287-212 a.C), ao descobrir o que hoje é denominado ”princípio de Arquimedes”. Notoriamente, estou muito distante da genialidade deste lendário pensador helenístico... Mas acho que descobri! E exclamei a mesma coisa após idealizar esta modesta tabela manuscrita, não sobre matemática, mas referente ao que penso filosoficamente sobre o que é bom ou mal.

O objetivo deste texto preliminar não é a audácia de tentar explicar uma das maiores dúvidas da humanidade em todos os tempos, ou: “o que são o bem e o mal?” Ao contrário, gostaria apenas de manifestar minha opinião pessoal sobre este dualismo, ao invés apenas de expor tacitamente este assunto em sala de aula. Calma, prezados alunos: é apenas uma reflexão, e não cairá nas avaliações.

Então, entre dois extemos, considero que: a). Tudo que favorece a coexistência e longevidade é bom; b). Por outro lado, eu defino o mal como o contrário, ou tudo aquilo que prejudica estes dois fatores. Desenvolvi esta premissa baseado na tabela ecológica de interações entre populações (ver Odum 2012), onde constam interação positiva (+), negativa (-) e neutra (0).

Daí fiz um ajuste, com lógica similar. Os indivíduos de um dado grupo de pessoas podem interagir com benefícios (+), custos (-) ou de forma neutra (0). Então, eu acho que:

 

COEXISTÊNCIA

LONGEVIDADE

EFEITOS

EXEMPLOS

+

+

BOM

--

+

-

VÍCIO MENOR

Um grupo consome bebida alcóolica socialmente.

+

0

ESTAGNAÇÃO

Um grupo de grandes amigos que nunca prosperam.

-

+

PROGRESSÃO

Alguém propõe melhorias para um grupo estagnado, gerando inicialmente uma sensação de desconforto.

0

-

VÍCIO MÉDIO

Um indivíduo fuma longe dos membros não-fumantes do grupo.

0

+

APOIO FUNCIONAL

O indivíduo faz doações materiais ao grupo, mas permanece distante.

-

-

VÍCIO MAIOR

O indivíduo é um motorista que dirige bêbado entre sóbrios, mantendo todo o grupo em risco.

-

0

ARROGÂNCIA

Alguém expõe ressentimentos no grupo, e amplia sua chance de isolamento.

0

0

NEUTRALIDADE

Inexiste efeito significativo.

-

-

MAL

--

 

 

Ouvi certa vez de um pesquisador que: “Vício é tudo que você começa e não consegue parar.” Neste contexto, considero este um problema muito significativo em nosso cotidiano, com prejuízos para a coexistência e/ou longevidade, sendo também diferenciado nos gradientes menor, médio e maior. A progressão pode ser uma evidência que nem todos os impactos negativos no grupo são necessariamente prejudiciais, mas por exemplo, pode ser alguém que questiona a estagnação do grupo, e como na “Alegoria da Caverna” de Platão (Porfírio 2024), gera uma tensão ao propor medidas progressivas.

Como professor há muitos anos, também tenho uma triste opinião sobre o arrogante. Não é fácil viver com gente assim, mas no final parece que tais pessoas são carregadas de ressentimentos e irresoluções, mantendo-se num constante estágio de angústia, que as vezes transborda em ofensas e insultos. Este comportamento socialmente autodestrutivo acaba levando os arrogantes ao isolamento. Na maioria das vezes, tais pessoas requerem alguém que lhes mostre a luz na entrada da caverna.

Em suma, considero a coexistência e a longevidade dois importantes fatores que, conjugados, conduzem ao dualismo do bem ou mal. Lembrando que somos animais, humanos, e assim mais próximos aos casos intermediários do que inseridos em algum destes extremos. Então, vivamos todos com humildade!

 

Referências

Arquimedes: físico grego. e biografia. Disponível em: < https://www.ebiografia.com/arquimedes/ > . Acesso em: 06-05-2024.

Odum, E. P. Ecologia (Reimpressão). Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan S.A., 2012.

Porfírio, F. "Mito da Caverna"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/mito-caverna-platao.htm. Acesso em 07-05- 2024.


Editado em 03-04-2025.

Dr. Daniel Blamires. Docente UEG-Iporá.


Juntos pela biosfera. [Biologia da Conservação].

      Provavelmente Campo Cerrado. Senador Canedo-GO, março 1995. Foto do autor.   “I can hear the whole world singing together ...