terça-feira, 7 de maio de 2024

Eureka! Ensaio sobre coexistência e longevidade. [DCDH].

 



Paralelo manuscrito entre a coexistência e a longevidade. Data: 06-05-2024.

 

Eureka! Assim exclamou Arquimedes de Siracusa (287-212 a.C), ao descobrir o que hoje é denominado ”princípio de Arquimedes”. Notoriamente, estou muito distante da genialidade deste lendário pensador helenístico... Mas acho que descobri! E exclamei a mesma coisa após idealizar esta modesta tabela manuscrita, não sobre matemática, mas referente ao que penso filosoficamente sobre o que é bom ou mal.

O objetivo deste texto preliminar não é a audácia de tentar explicar uma das maiores dúvidas da humanidade em todos os tempos, ou: “o que são o bem e o mal?” Ao contrário, gostaria apenas de manifestar minha opinião pessoal sobre este dualismo, ao invés apenas de expor tacitamente este assunto em sala de aula. Calma, prezados alunos: é apenas uma reflexão, e não cairá nas avaliações.

Então, entre dois extemos, considero que: a). Tudo que favorece a coexistência e longevidade é bom; b). Por outro lado, eu defino o mal como o contrário, ou tudo aquilo que prejudica estes dois fatores. Desenvolvi esta premissa baseado na tabela ecológica de interações entre populações (ver Odum 2012), onde constam interação positiva (+), negativa (-) e neutra (0).

Daí fiz um ajuste, com lógica similar. Os indivíduos de um dado grupo de pessoas podem interagir com benefícios (+), custos (-) ou de forma neutra (0). Então, eu acho que:

 

COEXISTÊNCIA

LONGEVIDADE

EFEITOS

EXEMPLOS

+

+

BOM

--

+

-

VÍCIO MENOR

Um grupo consome bebida alcóolica socialmente.

+

0

ESTAGNAÇÃO

Um grupo de grandes amigos que nunca prosperam.

-

+

PROGRESSÃO

Alguém propõe melhorias para um grupo estagnado, gerando inicialmente uma sensação de desconforto.

0

-

VÍCIO MÉDIO

Um indivíduo fuma longe dos membros não-fumantes do grupo.

0

+

APOIO FUNCIONAL

O indivíduo faz doações materiais ao grupo, mas permanece distante.

-

-

VÍCIO MAIOR

O indivíduo é um motorista que dirige bêbado entre sóbrios, mantendo todo o grupo em risco.

-

0

ARROGÂNCIA

Alguém expõe ressentimentos no grupo, e amplia sua chance de isolamento.

0

0

NEUTRALIDADE

Inexiste efeito significativo.

-

-

MAL

--

 

 

Ouvi certa vez de um pesquisador que: “Vício é tudo que você começa e não consegue parar.” Neste contexto, considero este um problema muito significativo em nosso cotidiano, com prejuízos para a coexistência e/ou longevidade, sendo também diferenciado nos gradientes menor, médio e maior. A progressão pode ser uma evidência que nem todos os impactos negativos no grupo são necessariamente prejudiciais, mas por exemplo, pode ser alguém que questiona a estagnação do grupo, e como na “Alegoria da Caverna” de Platão (Porfírio 2024), gera uma tensão ao propor medidas progressivas.

Como professor há muitos anos, também tenho uma triste opinião sobre o arrogante. Não é fácil viver com gente assim, mas no final parece que tais pessoas são carregadas de ressentimentos e irresoluções, mantendo-se num constante estágio de angústia, que as vezes transborda em ofensas e insultos. Este comportamento socialmente autodestrutivo acaba levando os arrogantes ao isolamento. Na maioria das vezes, tais pessoas requerem alguém que lhes mostre a luz na entrada da caverna.

Em suma, considero a coexistência e a longevidade dois importantes fatores que, conjugados, conduzem ao dualismo do bem ou mal. Lembrando que somos animais, humanos, e assim mais próximos aos casos intermediários do que inseridos em algum destes extremos. Então, vivamos todos com humildade!

 

Referências

Arquimedes: físico grego. e biografia. Disponível em: < https://www.ebiografia.com/arquimedes/ > . Acesso em: 06-05-2024.

Odum, E. P. Ecologia (Reimpressão). Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan S.A., 2012.

Porfírio, F. "Mito da Caverna"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/mito-caverna-platao.htm. Acesso em 07-05- 2024.


Editado em 03-04-2025.

Dr. Daniel Blamires. Docente UEG-Iporá.


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