Área de Proteção Ambiental “Nascentes do Rio Vermelho”. Mambaí, nordeste
de Goiás. Foto: Autor, 2001.
Caros alunos, esta postagem é outra
breve defesa do Cerrado: o domínio morfoclimático onde a maioria de nós
centro-brasileiros nascemos e vivemos, ainda muito desconhecido atualmente, mas subestimado pela maioria dos nossos conterrâneos. Comprovadamente, nestes
últimos tempos o volume de água no Cerrado tem diminuído, devido a dois motivos
antropogênicos (g1 2025): a). Desmatamento;
b). Mudanças climáticas.
A paisagem acima, frequentemente exposta
em projeções-datashow a partir da tela de meu
computador, é uma reserva federal no nordeste goiano. Remonta os tempos
analógicos em que coordenei uma equipe de inventário avifaunístico nesta área
(maiores detalhes em Blamires et al.
2011). Apenas para demonstrar que, além de toda a beleza cênica das paisagens
naturais do Brasil Central, um dia todo o nosso estado – por exemplo – foi coberto
por este mosaico de fisionomias vegetais.
Hoje, infelizmente este tipo de paisagem
é cada vez mais relictual, devido sobretudo ao avanço do agronegócio feudal e
paradoxalmente mecanizado. Sobre este lamentável sistema de produção rural –
insustentável, opressor e focado sobretudo no lucro com exportações – muitas alternativas
já foram apresentadas em diferentes revisões deste Blog, e sugiro a vocês leitura (ou releitura), bem como divulgação
das mesmas.
Nesta postagem, contudo, só gostaria
de apresentar uma breve revisão que escrevemos sobre este assunto: um capítulo sobre
“aspectos gerais, conservação e uso sustentável do Cerrado (Carvalho et al. 2021)”. Pensei em redigir um
texto amplo sobre esta temática, mas no final percebi que eu e duas alunas de
mestrado havíamos publicado previamente este texto (ver “Referências”). Então, sugiro a vocês a leitura deste capítulo e suas referências sobre os aspectos
gerais, a conservação e sustentabilidade em nosso tão ameaçado domínio
morfoclimático. Também recomendo a página “Museu do Cerrado (2017-2025) ”, outra importante e didaticamente clara fonte sobre este assunto, a qual já acompanho
nas redes sociais a anos.
Ademais, vale ressaltar que a leitura destas referências alerta para sérios problemas futuros, caso medidas conservacionistas não forem tomadas imediatamente. Contratempos, sobretudo, para as próximas gerações do Brasil Central.
Particularmente... Eu que cresci apreciando nossas
riquezas naturais, também insisto às pessoas que percebam toda a exuberância e
beleza de nosso Cerrado.
Salvem o Cerrado!... Boas férias
a todos,
Referências.
Blamires, D., Mendonça, C. V., Carvalho,
C. C. Aves da Área de Proteção Ambiental Nascentes do Rio Vermelho, Nordeste do
Estado de Goiás, Brasil. Brazilian
Geopraphical Journal, v. 2, p. 476-497, 2011.
Carvalho, S. K. A. A., Valadão, E.
C. S., Blamires, D. Aspectos gerais, conservação e uso sustentável do Cerrado:
Breve síntese. Meio Ambiente,
Sustentabilidade e Responsabilidade Social no Século XXI, Volume 1, 1ed. Belo
Horizonte: Editora Poisson, 2021, v. 1, p. 93-97. DOI: 10.36229/978-65-5866-065-1.CAP.12
g1. Volume de água dos rios do cerrado está diminuindo. Disponível
em: < https://www.youtube.com/watch?v=KwVuegtAL0k > . Acesso em:
02-07-2025.
Museu do Cerrado. 2017-2025. Disponível em: < https://museucerrado.com.br/
> . Acesso em: 02-07-2025.
Daniel Blamires. Doutor Ciências Ambientais. Docente UEG-Iporá.
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