quarta-feira, 2 de julho de 2025

Salvem o Cerrado! Referências para defesa de nosso domínio morfoclimático. [Biologia da Conservação].

 

 


 

Área de Proteção Ambiental “Nascentes do Rio Vermelho”. Mambaí, nordeste de Goiás. Foto: Autor, 2001.

 

Caros alunos, esta postagem é outra breve defesa do Cerrado: o domínio morfoclimático onde a maioria de nós centro-brasileiros nascemos e vivemos, ainda muito desconhecido atualmente, mas subestimado pela maioria dos nossos conterrâneos. Comprovadamente, nestes últimos tempos o volume de água no Cerrado tem diminuído, devido a dois motivos antropogênicos (g1 2025): a). Desmatamento; b). Mudanças climáticas.

A paisagem acima, frequentemente exposta em projeções-datashow a partir da tela de meu computador, é uma reserva federal no nordeste goiano. Remonta os tempos analógicos em que coordenei uma equipe de inventário avifaunístico nesta área (maiores detalhes em Blamires et al. 2011). Apenas para demonstrar que, além de toda a beleza cênica das paisagens naturais do Brasil Central, um dia todo o nosso estado – por exemplo – foi coberto por este mosaico de fisionomias vegetais.

Hoje, infelizmente este tipo de paisagem é cada vez mais relictual, devido sobretudo ao avanço do agronegócio feudal e paradoxalmente mecanizado. Sobre este lamentável sistema de produção rural – insustentável, opressor e focado sobretudo no lucro com exportações – muitas alternativas já foram apresentadas em diferentes revisões deste Blog, e sugiro a vocês leitura (ou releitura), bem como divulgação das mesmas.

Nesta postagem, contudo, só gostaria de apresentar uma breve revisão que escrevemos sobre este assunto: um capítulo sobre “aspectos gerais, conservação e uso sustentável do Cerrado (Carvalho et al. 2021)”. Pensei em redigir um texto amplo sobre esta temática, mas no final percebi que eu e duas alunas de mestrado havíamos publicado previamente este texto (ver “Referências”). Então, sugiro a vocês a leitura deste capítulo e suas referências sobre os aspectos gerais, a conservação e sustentabilidade em nosso tão ameaçado domínio morfoclimático. Também recomendo a página “Museu do Cerrado (2017-2025) ”, outra importante e didaticamente clara fonte sobre este assunto, a qual já acompanho nas redes sociais a anos.

Ademais, vale ressaltar que a leitura destas referências alerta para sérios problemas futuros, caso medidas conservacionistas não forem tomadas imediatamente. Contratempos, sobretudo, para as próximas gerações do Brasil Central. 

Particularmente... Eu que cresci apreciando nossas riquezas naturais, também insisto às pessoas que percebam toda a exuberância e beleza de nosso Cerrado.

Salvem o Cerrado!... Boas férias a todos,

 

Referências.

Blamires, D., Mendonça, C. V., Carvalho, C. C. Aves da Área de Proteção Ambiental Nascentes do Rio Vermelho, Nordeste do Estado de Goiás, Brasil. Brazilian Geopraphical Journal, v. 2, p. 476-497, 2011.

Carvalho, S. K. A. A., Valadão, E. C. S., Blamires, D. Aspectos gerais, conservação e uso sustentável do Cerrado: Breve síntese. Meio Ambiente, Sustentabilidade e Responsabilidade Social no Século XXI, Volume 1, 1ed. Belo Horizonte: Editora Poisson, 2021, v. 1, p. 93-97. DOI: 10.36229/978-65-5866-065-1.CAP.12

g1. Volume de água dos rios do cerrado está diminuindo. Disponível em: < https://www.youtube.com/watch?v=KwVuegtAL0k > . Acesso em: 02-07-2025.

Museu do Cerrado. 2017-2025. Disponível em: < https://museucerrado.com.br/ > . Acesso em: 02-07-2025.


Daniel Blamires. Doutor Ciências Ambientais. Docente UEG-Iporá.

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