Fonte: Science of
the Universe (Facebook page). Acesso em: 23-02-2024.
“Se enxerguei longe é porque me apoiei sobre os ombros dos gigantes”.
(Tradução Livre).
Prezados alunos, de antemão
prazer em conhece-los! Trabalharemos juntos neste primeiro semestre, momento em
que vocês ingressam na vida acadêmica. Também gostaria de sugerir a leitura de
outras páginas posteriores deste Blog,
onde também apresento sinopses dos assuntos discutidos previamente em aula, dicas para bom desempenho no curso, e reflexões sobre o
dilema das salas-de-aulas brasileiras.
Entretanto, aqui emitirei minha
opinião sobre esta disciplina, que recebe o vasto nome de “Diversidade,
Cidadania e Direitos Humanos”. Tais assuntos serão trabalhados ao longo do
semestre, conforme previsto no plano de curso. Mas gostaria de ressaltar que, a
melhor compreensão deste tema requer considerar vários aspectos
importantes, também indispensáveis à formação de profissionais de nível acadêmico
que futuramente trabalhem com pesquisa, licenciatura... Ou ambos, como
muitos. Tentarei dissecar cada item deste título
complexo separadamente a seguir.
Diversidade. Em amplo sentido, é a presença e aceitação de vários
elementos, características e perspectivas, em um determinado contexto (Exame 2024).
Aceitar a diversidade significa ir além dos muros de suas próprias opiniões
pessoais, perceber a existência de semelhantes ao redor com opiniões e hábitos
distintos aos seus, e tentar estabelecer interações pacíficas com estas
pessoas, mesmo que sua percepção seja a princípio conflitante com interesses pessoais.
Segundo Harari (2017), uma
importante referência que empregaremos frequentemente ao longo do curso, “a
espécie humana é xenófoba”. Dawkins (2014), vai ainda mais longe sobre nossas
tendências inatas como seres vivos, postulando que: “Tratemos de ensinar a
generosidade e o altruísmo, porque nascemos egoístas”. Assim, aceitar o
diferente – inclusive as minorias – significa agir de modo pacífico e
acolhedor, ao invés de insistir em costumes primitivos de nossa natureza
biológica.
Cidadania. É o conjunto de direitos e deveres do indivíduo em
determinado território (Pena 2024). Assim, cada cidadão de um país, por
exemplo, deve estar não apenas ciente do que é possível fazer, mas também do
que ele deve fazer para o avanço de seu povo. Então, direitos e deveres devem
perfazer mutuamente a rotina de cada cidadão em ampla coesão social, para haver oferta de renda, segurança e educação a todos, sendo estas as três
dimensões básicas do desenvolvimento humano (PNUD Brasil 2024). Assim, no mundo
civilizado e democrático não basta apenas, por exemplo, cobrar direitos e
deveres das autoridades, mas cada membro de um povo deve agir como cidadão na
íntegra.
Direitos humanos. E voltando aos costumes primitivos,
somos xenófobos e egoístas por natureza, conforme prescrito anteriormente:
todos nós nascemos assim, e precisamos colocar a razão à frente da tirania de
nosso código genético, se de fato quisermos paz. Então se torna importante o direito,
conforme alguns de seus princípios gerais: legalidade, igualdade,
razoabilidade, proporcionalidade e eficiência (Pantoja 2023).
E novamente questionando os
costumes primitivos que todos nós carregamos - não apenas como Homo sapiens, mas também na condição de
seres vivos - convém lembrar a célebre frase de Sir Isaac Newton (Reino Unido, 1643-1727) exposta acima, e de certo
modo enxergarmos o mundo além dos preconceitos tribais que nos retrocedem ao
tempo das cavernas. Profissionais de nível superior devem se
comportar como cidadãos altivos do mundo, ainda que paradoxalmente humildes e
acolhedores.
Referências.
Blamires, D. Dicas para fazer um
bom curso superior. 2024. Blogger. Disponível em: < https://resumosdasaulas.blogspot.com/2024/01/dicas-para-fazer-um-bom-curso-superior.html
> . Acesso em: 23-02-2024.
Blamires, D. Sala-de-aula
difícil... Mas o que é fácil no Brasil? Blogger.
Disponível em: < https://resumosdasaulas.blogspot.com/2024/01/sala-de-aula-dificil.html
> . Acesso em: 23-02-2024.
Dawkins, R. O gene egoísta (9ª reimpressão). São Paulo. Editora Companhia das
Letras, 2014
Exame. Diversidade: o que é, qual a importância e como promover. 2024.
Disponível em: < https://exame.com/esg/diversidade-o-que-e-qual-a-importancia-e-como-promover/
>. Acesso em: 23-02-2024.
Harari, Y. N. Sapiens: uma breve história da humanidade.
Porto Alegre: Editora L&PM, 2017.
Pantoja, O. Os 3 mais importantes
princípios gerais do direito. 2023. Aurum
Blog. Disponível em: < https://www.aurum.com.br/blog/principios-gerais-do-direito/#:~:text=Quais%20s%C3%A3o%20os%20princ%C3%ADpios%20gerais,publicidade%2C%20efici%C3%AAncia%2C%20entre%20outros.
> . Acesso em: 23-02-2024.
Pena R. .A. O que é cidadania? Brasil Escola. 2024. Disponível em: <
https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/geografia/o-que-e-cidadania.htm > .
Acesso em: 23-02-2024.
PNUD: Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas-Brasil. 2024.
Disponível em: < https://www.undp.org/pt/brazil/idh > . Acesso em em:
23-02-2024.
Wikipédia: a enciclopédia livre. Isaac Newton. 2024. Disponível em: < https://pt.wikipedia.org/wiki/Isaac_Newton
> . Acesso em: 23-02-2024.
Daniel Blamires. Doutor em Ciências Ambientais. Docente UEG-Iporá.
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