sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

Introdução à Diversidade, Cidadania e Direitos Humanos, e sobre pensar academicamente. [DCDH]

 


Fonte: Science of the Universe (Facebook page). Acesso em: 23-02-2024.

 

“Se enxerguei longe é porque me apoiei sobre os ombros dos gigantes”. (Tradução Livre).

 

Prezados alunos, de antemão prazer em conhece-los! Trabalharemos juntos neste primeiro semestre, momento em que vocês ingressam na vida acadêmica. Também gostaria de sugerir a leitura de outras páginas posteriores deste Blog, onde também apresento sinopses dos assuntos discutidos previamente em aula, dicas para bom desempenho no curso, e reflexões sobre o dilema das salas-de-aulas brasileiras.

Entretanto, aqui emitirei minha opinião sobre esta disciplina, que recebe o vasto nome de “Diversidade, Cidadania e Direitos Humanos”. Tais assuntos serão trabalhados ao longo do semestre, conforme previsto no plano de curso. Mas gostaria de ressaltar que, a melhor compreensão deste tema requer considerar vários aspectos importantes, também indispensáveis à formação de profissionais de nível acadêmico que futuramente trabalhem com pesquisa, licenciatura... Ou ambos, como muitos. Tentarei dissecar cada item deste título complexo separadamente a seguir.

Diversidade. Em amplo sentido, é a presença e aceitação de vários elementos, características e perspectivas, em um determinado contexto (Exame 2024). Aceitar a diversidade significa ir além dos muros de suas próprias opiniões pessoais, perceber a existência de semelhantes ao redor com opiniões e hábitos distintos aos seus, e tentar estabelecer interações pacíficas com estas pessoas, mesmo que sua percepção seja a princípio conflitante com interesses pessoais.

Segundo Harari (2017), uma importante referência que empregaremos frequentemente ao longo do curso, “a espécie humana é xenófoba”. Dawkins (2014), vai ainda mais longe sobre nossas tendências inatas como seres vivos, postulando que: “Tratemos de ensinar a generosidade e o altruísmo, porque nascemos egoístas”. Assim, aceitar o diferente – inclusive as minorias – significa agir de modo pacífico e acolhedor, ao invés de insistir em costumes primitivos de nossa natureza biológica.

Cidadania. É o conjunto de direitos e deveres do indivíduo em determinado território (Pena 2024). Assim, cada cidadão de um país, por exemplo, deve estar não apenas ciente do que é possível fazer, mas também do que ele deve fazer para o avanço de seu povo. Então, direitos e deveres devem perfazer mutuamente a rotina de cada cidadão em ampla coesão social, para haver oferta de renda, segurança e educação a todos, sendo estas as três dimensões básicas do desenvolvimento humano (PNUD Brasil 2024). Assim, no mundo civilizado e democrático não basta apenas, por exemplo, cobrar direitos e deveres das autoridades, mas cada membro de um povo deve agir como cidadão na íntegra.

Direitos humanos. E voltando aos costumes primitivos, somos xenófobos e egoístas por natureza, conforme prescrito anteriormente: todos nós nascemos assim, e precisamos colocar a razão à frente da tirania de nosso código genético, se de fato quisermos paz. Então se torna importante o direito, conforme alguns de seus princípios gerais: legalidade, igualdade, razoabilidade, proporcionalidade e eficiência (Pantoja 2023).

E novamente questionando os costumes primitivos que todos nós carregamos - não apenas como Homo sapiens, mas também na condição de seres vivos - convém lembrar a célebre frase de Sir Isaac Newton (Reino Unido, 1643-1727) exposta acima, e de certo modo enxergarmos o mundo além dos preconceitos tribais que nos retrocedem ao tempo das cavernas. Profissionais de nível superior devem se comportar como cidadãos altivos do mundo, ainda que paradoxalmente humildes e acolhedores.

 

Referências.

Blamires, D. Dicas para fazer um bom curso superior. 2024. Blogger.  Disponível em: < https://resumosdasaulas.blogspot.com/2024/01/dicas-para-fazer-um-bom-curso-superior.html > . Acesso em: 23-02-2024.

Blamires, D. Sala-de-aula difícil... Mas o que é fácil no Brasil? Blogger. Disponível em: < https://resumosdasaulas.blogspot.com/2024/01/sala-de-aula-dificil.html > . Acesso em: 23-02-2024.

Dawkins, R. O gene egoísta (9ª reimpressão). São Paulo. Editora Companhia das Letras, 2014

Exame. Diversidade: o que é, qual a importância e como promover. 2024. Disponível em: < https://exame.com/esg/diversidade-o-que-e-qual-a-importancia-e-como-promover/ >. Acesso em: 23-02-2024.

Harari, Y. N. Sapiens: uma breve história da humanidade. Porto Alegre: Editora L&PM, 2017.

Pantoja, O. Os 3 mais importantes princípios gerais do direito. 2023. Aurum Blog. Disponível em: < https://www.aurum.com.br/blog/principios-gerais-do-direito/#:~:text=Quais%20s%C3%A3o%20os%20princ%C3%ADpios%20gerais,publicidade%2C%20efici%C3%AAncia%2C%20entre%20outros. > . Acesso em: 23-02-2024.

Pena R. .A. O que é cidadania? Brasil Escola. 2024. Disponível em: < https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/geografia/o-que-e-cidadania.htm > . Acesso em: 23-02-2024.

PNUD: Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas-Brasil. 2024. Disponível em: < https://www.undp.org/pt/brazil/idh > . Acesso em em: 23-02-2024.

Wikipédia: a enciclopédia livre. Isaac Newton. 2024. Disponível em: < https://pt.wikipedia.org/wiki/Isaac_Newton > . Acesso em: 23-02-2024.


Daniel Blamires. Doutor em Ciências Ambientais. Docente UEG-Iporá.


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